|
Provavelmente,
você não pensa muito sobre o disco rígido do seu PC,
mas o que faria sem os dados preciosos que ele armazena? Seus
registros financeiros, sua agenda de compromissos e talvez aquele
projeto multimegabytes no qual você vem trabalhando há anos – tudo
gravado como bilhões de pontos magnéticos microscópicos sobre discos
de metal que giram a milhares de rotações por minuto. Se algo der
errado com esse sistema eletromecânico finamente regulado, todos os
seus dados podem desaparecer em 60 nanossegundos. E, apesar das
décadas de pesquisa e testes realizados por milhares de engenheiros
talentosos, as coisas ainda podem dar errado.
A propósito, você fez
backup dos seus dados hoje? Se você não realiza essa operação
regularmente, não se sinta tão mal – você está em muita companhia.
E, se é um dos poucos usuários de computador com visão que fazem
backup regularmente, merece uma medalha. Do contrário, é sinal de
que você gosta de viver perigosamente.
Quanto maior, mais risco
Tudo bem, você tem um
milhão de coisas para fazer e seu disco rígido não o deixa na mão há
anos. As novas unidades são mais confiáveis do que as de uma década
atrás, quando boa parte do tempo de manutenção era dedicada a
reparar ou substituir discos com falhas. Seus dados continuam tão
importantes quanto antes, mas o volume de informação está muito
maior hoje, assim como o de aplicações.
O departamento de TI das
empresas pode copiar os dados dos usuários na rede automaticamente
(em geral, à noite), mas indivíduos em outros departamentos talvez
sejam responsáveis pelo backup de grande parte do trabalho que fazem
ou até todo. Se seu PC pifar, não espere nenhum milagre do pessoal
de TI.
Se você é um usuário
avançado ou se o fato de ficar sem o PC no trabalho por algumas
horas causar-lhe grandes problemas, o backup se torna mais vital
ainda. Faça backup confiável regularmente e providencie uma unidade
de disco rígido extra para substituição rápida se o pior acontecer.
Hoje, os usuários possuem
mais alternativas de backup do que antigamente. Além disso, hardware
e software novos facilitam mais do nunca a automação dessa tarefa.
Quer você escolha a confiabilidade da fita Travan, a versatilidade
da mídia óptica gravável ou a conveniência de backup on-line, existe
uma estratégia de backup eficaz que atenderá às suas necessidades
sem ocupar demais seu tempo.
Realizamos algumas medições
com unidades de fita (periféricos de backup tradicionais), unidades
de CD-RW, unidades de
DVD-RAM
e backup baseado na Internet. Também examinamos unidades de mídia
removível, unidades conectadas à rede, controladores de espelhamento
de unidades, software de imaging e utilitários de backup
automático.
A meta era determinar a
rapidez e a adequação de diversas mídias para backup automático, e
não analisar produtos específicos. O backup em fita continua sendo a
melhor opção em termos de simplicidade e custo, mas muitos devem
ainda preferir a versatilidade das unidades de CD-RW, se puderem
tolerar a capacidade relativamente pequena. Por fim, se baixas
velocidades de transferência de dados não o incomodam, o
armazenamento on-line pode ser a melhor escolha.
Backup X backup
Backup significa coisas
diferentes para usuários diferentes. Em seu sentido tradicional,
backup é uma cópia de tudo que há na unidade de disco rígido do PC:
sistema operacional, aplicações e dados. Se a unidade de disco
rígido falhar, você deve ser capaz de instalar uma nova facilmente,
restaurar todos os seus arquivos e recomeçar a trabalhar rapidamente
como se nada tivesse acontecido.
Um backup, porém, envolve
mais do que dados. Outra consideração importante é quando os dados
foram copiados. Quanto mais tempo se passa entre o último backup e
uma falha na unidade, mais dados você perde. Um procedimento
clássico (no qual a maioria das instalações de computador
corporativas se apóia) usa 10 fitas e exige um backup completo a
cada segunda-feira, alternando entre as duas fitas-mestre (backup
completo). Além disso, de terça-feira a sexta-feira, o departamento
de TI realiza um backup incremental para garantir as alterações do
dia anterior. Provavelmente, você pode automatizar esse sistema
(dependendo do seu hardware e software de backup), mas só o
recomendamos para os usuários mais conscienciosos ou para pessoas
que não podem dar-se ao luxo nem de uma perda mínima de dados, como
os contadores ou funcionários que rastreiam pedidos de venda.
Para a maioria das pessoas,
uma alternativa mais razoável ao backup diário baseado em fita é o
backup completo semanal. Ainda mais conveniente: você pode
concentrar-se apenas no backup de dados, deixando de lado o sistema
operacional e as aplicações, que podem ser reinstalados, se
necessário (apesar de ser um transtorno). O backup de documentos e
arquivos de dados, em geral, requer bem menos espaço do que um
backup completo, exceto quando se faz uso pesado de aplicações de
áudio ou vídeo.
Testando as alternativas
Na arena de unidades de
fita, avaliamos a HP Colorado externa, modelo de porta paralela, de
20 GB (US$ 341, nos Estados Unidos) e a EIDE Seagate TapeStor
interna de 20 GB (US$ 677). Nossas unidades de CD-RW foram a EIDE HP
CD-Writer Plus 9310i interna (US$ 499) e a SCSI Plextor PlexWriter
12/4/32 externa (R$ 1.290). No reino de DVD-RAM, examinamos a
unidade externa SCSI QPS Que (R$ 2.230) e a unidade interna SCSI
Toshiba SD-W1111 (US$ 344, nos Estados Unidos). Por fim, para backup
on-line, experimentamos o serviço @Backup da SkyDesk (US$ 99 ao ano
por 100 MB de espaço) e o serviço da SafeGuard Interactive (US$ 10
ao mês, com um limite de 1 GB de transferências por dia).
Nosso computador de teste
foi um Pentium II de 350 MHz com 64 MB de RAM e uma unidade de disco
rígido de 8 GB. O software no PC incluiu o Windows 98 SE, Microsoft
Office 2000, Adobe Photoshop 5.5 e Acrobat 4. O PC também continha
duas pastas de dados: uma de 100 MB e outra de 430 MB. Somente as
unidades de fita podiam produzir backup completo desassistido de
todos os 1,65 GB de dados na unidade de disco rígido do sistema de
teste. Cronometramos quanto tempo cada uma das oito soluções levou
para copiar pastas de dados de 100 MB e 430 MB na mídia
correspondente.
Os resultados do PC
World Test Center estão mostrados na tabela mais adiante. Todas
as seis unidades apresentaram tempos de backup respeitáveis (e
similares). O primeiro teste de backup on-line foi muito lento, mas
por uma boa razão (detalhes mais adiante). Os números, porém, só
contam parte da história de backup. Também devem ser levados em
conta a facilidade de uso de cada tipo de dispositivo e o custo da
mídia com que trabalham. Veja como as diversas mídias de backup se
saíram.
Testadas e aprovadas:
unidades de fita
Em certos casos, a
tecnologia testada e aprovada continua sendo a melhor opção. Para
muitos usuários, as unidades de fita – que existem desde os
primórdios do computador – saem vencedoras em versatilidade e custo.
E elas evoluíram junto com outras tecnologias.
As unidades que utilizam o
formato de fita Travan padrão da indústria dominam o mercado porque
são confiáveis, familiares e relativamente baratas. Os dispositivos
de 20 GB que testamos complementam a capacidade das unidades atuais
de disco rígido de alta capacidade. As unidades HP Colorado e
Seagate TapeStor representam o estado da arte atual entre as
unidades dessa capacidade. E a faixa de preço lhes confere um bom
valor para um periférico essencial, mesmo se considerarmos que uma
fita de 20 GB custa cerca de US$ 40. A maioria dos usuários não vai
querer pagar US$ 400 por um conjunto de backup clássico de 10 fitas,
mas é uma boa idéia ter pelo menos três a quatro fitas à mão para
acomodar dois conjuntos de backup completo, mais os incrementais.
Uma fita de 20 GB, na
realidade, tem capacidade de 10 GB, mas, como os dados da unidade de
disco rígido são compactados durante o processo de backup (a uma
razão de compressão média de 2:1), elas acomodam, efetivamente, 20
GB de dados. As unidades Travan costumam ser fáceis de instalar, em
especial os modelos de porta paralela. Instalar um modelo EIDE
interno é mais complicado, mas a maioria das pessoas pode completar
o trabalho em cerca de uma hora. Nos nossos testes, a unidade EIDE
TapeStor foi aproxidamente 20% mais veloz do que a Colorado de porta
paralela.
O software que acompanha as
unidades de fita permite restaurar arquivos individuais ou grupos de
arquivos e programar backup automatizado desassistido. (Ainda é
preciso trocar as fitas manualmente, é claro.) Todas as unidades de
consumo que vimos incluem software de backup, em geral uma variante
do Veritas (ex-Seagate)Backup Exec, que se tornou um padrão de fato.
Os utilitários de unidade
de fita costumam incluir uma opção de recuperação de desastre para
facilitar a restauração do sistema após uma falha na unidade de
disco rígido. Em um passado não muito longínquo, as unidades de fita
tinham uma limitação importante: para restaurar os dados após uma
pane, era necessário reinstalar o Windows e depois o software de
backup. A maioria dos utilitários atuais cria um ou mais disquetes
de boot que acessam a unidade de fita diretamente. Isso permite que
o PC volte ao trabalho rapidamente. Veja outras informações sobre
software de backup mais adiante, em Soluções de backup
alternativas.
Queimando backup:
unidades de CD-RW
Se você copia menos de 650
MB de dados – a capacidade de um CD-ROM típico –, as unidades de
CD-RW são uma excelente opção. É possível fazer cópias maiores em
diversos discos, mas a troca de mídia consome tempo. Um software de
compressão pode fazer com que a capacidade de um único disco seja
expandida para mais de um gigabyte; mas a ferramenta de backup
talvez exija que a mídia seja formatada para gravação do pacote, o
que pode limitar a capacidade a menos de um gigabyte.
Talvez a maior vantagem das
unidades de CD-RW seja ir além do backup de arquivos. Elas fazem um
bom trabalho quando se trata de backup de pacotes de arquivos e
permitem que se criem CDs de música personalizados. Estão
disponíveis em variadas interfaces, incluindo EIDE e SCSI internas e
SCSI, USB e IEEE-1394 (FireWire) externas. As unidades SCSI oferecem
o melhor desempenho (as unidades de CD-R 12X e CD-RW 8X predominam),
mas custam US$ 50 a US$ 100 a mais do que as unidades EIDE. Uma
placa SCSI pode vir com a unidade, mas, em geral, custa mais US$ 75
a US$ 100.
Instalar uma unidade de
CD-RW EIDE interna é quase tão fácil quanto adicionar uma unidade de
fita interna. A unidade SCSI é um pouco mais complicada, mas não
exige o know-how de um cientista aeroespacial. As unidades e
placas Plug and Play atuais acabam com as questões dos números de ID
SCSI e da terminação de barramento que atormentavam o formato. As
unidades (em especial, a Plextor PlexWriter que testamos) e as
placas SCSI (Adaptec é o padrão da indústria) vêm com explicações e
instruções de instalação claras.
A mídia de CD-RW não é
cara, está amplamente disponível e é fácil de compartilhar com
outros usuários. Os preços típicos são cerca de US$ 2 por um CD-R e
US$ 5 por um disco de CD-RW. Você pode usar os dois tipos. Os discos
CD-R são especialmente úteis para armazenamento a longo prazo porque
só se pode gravar neles uma vez; os discos de CD-RW podem ser
gravados repetidas vez, mas, para backup, são bem mais lentos do que
gravar em CD-R.
Algumas unidades de CD-RW
vêm com um software de backup especial. A PlexWriter, por exemplo,
inclui o CD-ResQ, um utilitário que cria um conjunto de discos de
backup CD-R ou CD-RW para restaurar a imagem da unidade em caso de
falha. Se seu PC puder dar boot a partir de um CD-ROM, é tudo que
você precisa. Caso contrário, o CD-ResQ cria um disquete de boot que
acessa a unidade de CD-RW e depois realiza a restauração.
A unidade de
CD-RW
CD-Writer Plus 9310i, da HP, traz software de backup e também o Easy
CD Creator, da Adaptec, que é encontrado na maioria das unidades de
CD-RW. O Easy CD Creator tem uma interface de CD-R estilo Explorer
para gerar um disco de dados, arrastando e soltando arquivos. (No
teste com a mídia CD-RW, usamos o Windows Explorer para transferir
arquivos entre unidades.)
A maior parte do software
de backup funciona com unidades de CD-RW. Se você se decidir por uma
dessas unidades como solução de backup, pode especificar cópias
completas ou incrementais (ver Soluções de backup alternativas).
Outros programas, como o CD-ResQ da Plextor, criam um conjunto de
discos CD-R de boot para restauração rápida.
Existe uma desvantagem: se
seu backup for grande, você ficará preso ao seu computador com uma
pilha de CDs vazios nas mãos, inserindo um novo a cada poucos
minutos. Essa troca de discos interminável torna as unidades de
CD-RW mais apropriadas para backup apenas de dados e não completos,
com todo sistema.
DVD-RAM: decolando?
Finalmente, a unidade de
DVD gravável tornou-se mais comum, com implicações interessantes
para as aplicações de backup. Uma batalha de padrões vem sendo
travada há algum tempo por duas tecnologias concorrentes, DVD-RAM e
DVD+RW. O padrão DVD+RW, proposto pela Sony, HP, Philips e outros
fabricantes, disputa com o padrão DVD-RAM do DVD Forum o mercado de
unidades de DVD regraváveis de acesso aleatório. (O DVD+RW difere do
DVD-RW, que é o padrão do DVD Forum para gravações seqüenciais em
DVD regravável, usado principalmente por produtores de conteúdo de
vídeo como um bloco de rascunho durante a produção.) Até o
fechamento desta edição, as unidades de DVD+RW não estavam
disponíveis; as unidades de DVD-RAM, sim. Fontes do setor sugerem
que o DVD-RAM talvez vença a batalha.
As unidades de DVD-RAM QPS
Que externa e a Toshiba SD-W1111 interna são representantes típicas
dos modelos existentes no mercado. Hoje, todas as unidades de
DVD-RAM têm interfaces SCSI (as unidades IEEE-1394 foram liberadas
recentemente) e são relativamente caras: a Que custa R$ 2.230 e vem
com uma placa SCSI; a Toshiba custa perto da metade disso, mas
requer a compra de uma placa SCSI que custa entre US$ 75 e US$ 100.
A mídia de DVD-RAM possui
aspectos exclusivos. A capacidade de 5,2 GB dos cartuchos de DVD-RAM
Tipo 1 soa impressionante, mas é uma mídia de dois lados. Você grava
até 2,6 GB de dados em um lado, vira-o manualmente e grava mais 2,6
GB no outro lado. Cartuchos Tipo 2 com apenas um lado gravável de
2,6 GB também estão disponíveis, mas nem todas as unidades de
DVD-RAM podem lê-los. Os cartuchos Tipo 1 custam cerca de US$ 65; os
Tipo 2, em torno de US$ 40.
Nos nossos testes, as
unidades de DVD-RAM apresentaram a mesma velocidade do backup em
fita e CD-RW. Infelizmente, o espaço de 2,6 GB em cada lado de um
cartucho DVD Tipo 1 é pequeno demais para lidar com muitas cópias
completas desassistidas, principalmente se seu PC tem uma unidade de
disco rígido muito grande. Por outro lado, as unidades de CD-RW são
mais eficazes em termos de custo para backup parcial manual.
Como os discos CD-RW, os
cartuchos de DVD-RAM devem ser formatados (usando um utilitário
especial que vem com a unidade) antes de serem usados. As duas
unidades de DVD-RAM que testamos não tinham software de backup (a
QPS agora fornece o Retrospect, da Dantz, junto com suas unidades);
no nosso teste de desempenho, tivemos que arrastar e soltar pastas
manualmente do Windows Explorer para o DVD-RAM. Ferramentas como o
Adaptec Easy CD Creator e o Veritas Backup Exec Desktop funcionam
com unidades de DVD-RAM, mas, no momento, você não pode criar discos
de boot para recuperação com a mídia DVD-RAM. Instalar uma unidade
de DVD-RAM é praticamente idêntico a instalar uma unidade de CD-RW
SCSI e não requer drivers especiais.
O DVD-RAM é um formato em
transição. Unidades mais velozes que usam mídia de 4,7 GB por lado
devem estar no mercado quando você estiver lendo esta matéria. A
mídia mais espaçosa se aproximará mais da capacidade de uma unidade
de disco rígido típica, mas será incompatível com unidades mais
antigas (as atuais). As unidades de DVD-RAM podem ser tentadoras,
mas recomendamos que você espere até os padrões e a tecnologia
estarem estabelecidos.
Chega o backup via
Internet
A última alternativa de
backup que testamos não envolve hardware e mídia especiais porque se
apóia na Internet. O backup on-line automático existe há anos, mas
sua popularidade só aumentou recentemente, quando mais internautas
obtiveram alta velocidade de acesso à Internet via banda larga
utilizando cable modems ou conexões DSL. (Backup com modem de 56
kbps não é prático.)
Em muitos aspectos, o
backup on-line é o método menos penoso e mais eficaz. Você assina o
serviço, escolhe o que deseja copiar, faz o download e instala um
utilitário que é executado continuamente em segundo plano, depois,
em um horário que você especifica, seu sistema comprime, criptografa
e transmite seus dados para um centro de computação seguro em algum
lugar. Você pode acessar seus dados de qualquer PC que tenha uma
conexão com a Internet.
O backup on-line segue uma
regra pouco mencionada: você deve sempre guardar a mídia longe do
seu computador. Você pode manter CD-Rs, cartuchos de DVD-RAM ou
fitas de backup atualizados e prontos para restauração, mas, se eles
estiverem ao lado do seu PC e ocorrer algum acidente como incêndio,
inundação ou outro desastre natural, provavelmente eles serão
danificados também e seu trabalho terá sido em vão.
Essa categoria de backup é
relativamente barata. O serviço @Backup da SkyDesk oferece cinco
opções, que variam de US$ 99 ao ano por 100 MB a US$ 300 ao ano por
500 MB. A SafeGuard Interactive cobra US$ 10 mensais, com a condição
de que você não transfira mais de 1GB de dados por dia em qualquer
direção (copiar ou restaurar).
Ambos os serviços permitem
restaurar o backup inteiro ou arquivos individuais. O @Backup também
vende um CD-ROM com seus dados por US$ 40, mais US$ 6, o frete.
Qual é, então, o lado
negativo? A velocidade. Nem pense em usar um serviço de backup
on-line a menos que você tenha conexão com a Internet de banda larga
ou queira copiar um volume de dados pequeno. Os serviços não são
projetados para backup completo de discos.
Usamos uma linha T1 (quase
equivalente a uma conexão DSL) para trabalhar com os serviços, mas,
mesmo assim, o backup de uma pasta de dados de 100 MB levou meia
hora com a SafeGuard Interactive e 24 minutos com o @Backup. O
backup da pasta de 430 MB demorou ainda mais por megabyte: quase 3,5
horas com o serviço da SafeGuard Interactive e 2,5 horas com o
@Backup. Ou seja, 10 e cinco vezes mais lentos, respectivamente, do
que os outros métodos de backup testados. Além disso, o tempo para
realizar um backup on-line vai variar substancialmente dependendo do
tráfego na Internet e de outros fatores. Porém, o backup inicial é o
que consome mais tempo – nas cópias subseqüentes, os serviços só
transferem as alterações feitas no arquivo após o backup anterior.
Apesar das limitações,
endossamos enfaticamente os serviços on-line como um componente de
uma boa estratégia de backup. Eles não substituem o backup local em
fita ou outra mídia removível, mas são uma maneira excelente de
armazenar arquivos importantes em um lugar onde você sabe que pode
acessá-los mesmo que aconteça algum acidente desagradável.
Assinantes dos serviços de
banda larga do UOL e do Terra têm direito a 60 MB e 50 MB,
respectivamente, para armazenar arquivos remotamente. O SpeedUOL (www.speeduol.com.br)
é fornecido via ADSL, cabo e DVI; o Terra Plus Broadband (www.terraplus.com.br),
via ISDN, ADSL e cabo. Quem não é assinante do Terra pode usufruir,
gratuitamente, de 5 MB de espaço nos servidores do provedor.
A dúvida do backup ideal
Tudo
bem, então você concorda que precisa levar o backup a sério. Mas
qual método deve escolher? As unidades de fita continuam sendo o
método melhor e mais fácil para backup completo regular, embora o
CD-RW seja uma alternativa viável para cópia de dados de aplicações.
Para o backup seguro de informações vitais, os serviços on-line se
destacam.
Qualquer que seja a
estratégia de backup escolhida, seu êxito, em última instância,
dependerá de sua habilidade e disposição para manter um cronograma,
trocar a mídia e colocar as cópias em local seguro. A chave é
transformar esses passos em uma rotina diária, como checar o correio
eletrônico. Neste mundo dado a calamidades, um esforço de backup
sério pode fazer toda a diferença. |