:: Saiba a que velocidade realmente grava o Nero.
Publicado
em 28/08/2002.
Foi lançada a versão 2.0 do DVDx. Para quem não
conhece este software, o DVDx permite-lhe fazer backups
dos seus dvd’s para VCD 2.0, SVCD 1.0 ou Divx em
apenas um simples passo. Poderá ter backups de grande
qualidade dos seus filmes favoritos em MPEG1 sem
precisar de ter 5GB livres no disco Rígido.
Nesta versão 2.0 foram corrigidos bugs que ocorriam
aquando do uso do Windows 2000 ou XP, foi melhorada a
inicialização do descodificador. Foram também
adicionadas características que aumentam em muito a
velocidade da criação do Backup.
Já disponível o disco 03 do
CDr Software.
:: Novas tecnologias sempre atrapalharam as gravadoras.
Publicado
em 28/08/2002.
A indústria fonográfica lamenta o efeito da
tecnologia sobre seu negócio desde o surgimento do
Walkman, em 1979. Apesar dos altos e baixos, porém, o
comércio da música resiste. Por Brad King.
A indústria fonográfica atribui o rápido declínio
das vendas de discos às tecnologias com as quais as
pessoas podem copiar e transportar música facilmente.
O ano é 1979. As fitas cassete e o Walkman da Sony eram
as tecnologias que inspiravam temor nas gravadoras.
Vinte e dois anos mais tarde, a indústria faz
alegações semelhantes, mas os vilões de hoje são os
arquivos MP3 e os serviços de troca de arquivos. A
indústria fonográfica, que depende dos "hits"
para sobreviver, há muito vive à mercê do gosto
popular, mas os executivos ainda vêem estas tecnologias
emergentes como um perigo.
As vendas de CDs caíram 7% nos primeiros seis meses de
2002, um fato que é atribuído ao aumento dos downloads
de música através de serviços de troca de arquivos,
de acordo com um relatório divulgado na última
segunda-feira pela RIAA, a associação americana da
indústria fonográfica.
Este é o mesmo argumento apresentado há dois anos,
durante a batalha judicial das gravadoras contra o
Napster. Na época, as vendas de discos ainda estavam
crescendo.
Hoje, o declínio parece apoiar as afirmações da RIAA.
"Existem diversos indicadores que ilustram de forma
conclusiva o impacto negativo do download de música na
indústria fonográfica atual", diz Cary Sherman,
presidente da RIAA.
Mas a indústria passou por crises semelhantes quando a
era das discotecas chegou ao fim. Aparelhos portáteis
como o Walkman foram lançados, e os fliperamas estavam
por toda parte, disputando as limitadas reservas
monetárias dos adolescentes.
Três anos de queda nas vendas atingiram seu pior
momento quando a CBS Records, que era uma das maiores
gravadoras, teve de demitir 300 empregados e fechar nove
centros de distribuição em uma sexta-feira de 1982,
num evento relatado no livro Hit Men.
Em meados da década de 80, as fortunas das gravadoras
mudaram de lugar. A MTV havia recriado a figura do rock
star. O mercado de videogames se desintegrou e o CD
suplantou a fita cassete, forçando os consumidores a
trocar suas fitas e discos antiquados por música
digital.
O Congresso americano também agiu para garantir que as
novas tecnologias não engoliriam os antigos modelos de
negócios. Em 1992, foi criado um imposto que elevava em
alguns dólares o preço das fitas de áudio digital e
gravadores digitais. Esse dinheiro era distribuído
entre as gravadoras.
"Cada uma dessas mudanças parece chocante a
princípio, assim como o fato de se poder enviar uma
cópia digital perfeita de uma gravação de
áudio", diz Jim Griffin, CEO da Cherry Lane
Digital.
Enquanto a RIAA trabalha duro para manter seu modelo de
negócio, os consumidores continuam adotando novas
formas de mídia musical. O mais recente estudo feito
pela entidade revela isso. As pessoas estão baixando
mais música e gravando mais CDs, de acordo com um
estudo realizado pela firma de pesquisa Peter D. Hart.
Os internautas também estão mais propensos a baixar a
música - e não comprar o disco - depois de ouvi-la
pela primeira vez.
O estudo, porém, é apresentado em termos abrangentes e
não explora os motivos por trás das ações dos
consumidores. Por exemplo, o documento diz que as
pessoas compraram mais CDs graváveis, - 11,3 esse ano,
contra 5,8 no ano passado - mas não diz se essas
mídias foram usadas para fazer cópias de uso pessoal
ou para criar cópias ilegais para distribuição.
O estudo também ignora o efeito dos serviços de
música por assinatura Pressplay e Musicnet, iniciativas
apoiadas pelas cinco maiores gravadoras, sobre as vendas
de CDs no varejo.
Alguns analistas acreditam que tudo isso acontece porque
as gravadoras não oferecem nenhuma opção aos
consumidores na Internet, fazendo com que tenham que
encontrar música por conta própria. "Os
consumidores estão começando a compreender o
significado da tecnologia digital", diz P.J.
McNealy, analista da empresa de pesquisa no mercado de
tecnologia Gartner G2. "Isso se une ao fato de os
fabricantes de PCs e provedores de Internet estarem
interessados em virar provedores de entretenimento. A
música é a primeira medida nesse sentido, mas demora
tempo para mudar o comportamento dos consumidores".
"A indústria da música está passando por um novo
período de revolução tecnológica como aquele de
quase 30 anos atrás, e vai demorar um pouco para que
ela reverta a receita para a direção certa".
Fonte: Wired
News
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