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Backup sem mistério
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Guilherme Felitti - 23/02/2006 - 17:58

Imagine se, neste exato momento, um raio parta os céus e o seu monitor desligue. Você estranha o fato, tenta reiniciar a máquina mas a tela preta continua. O desespero surge quando você sente o cheiro de queimado. Uma olhada na parte de trás do PC e, pronto, lá estão sua placa-mãe e seu disco torrados. E agora? Os dados antes armazenados no seu HD podem ser encontrados em outro lugar ou já viraram história?

Backup é algo que precisa ser feito inúmeras vezes, mas isso não corresponde nem de longe à realidade em boa parte dos casos. Quando foi a última vez que você fez um backup, por exemplo? Não custa nada aprender algumas regras básicas e meios de salvar seus arquivos - e (por que não?) sua vida.

Quando?

Fazer backup não é uma tarefa árdua e nem tem regras determinadas. A principal idéia é guardar dados que você considera importantes para acessar mais tarde, caso uma tragédia ocorra com o seu PC. Por isso, backups podem ser feitos com uma periodicidade determinada, como uma vez por dia, ou quando um arquivo tem tamanha importância que deva ser gravado longe do seu HD.

O responsável pela freqüência do backup é o usuário. Você tem que determinar quando é importante guardar seus dados e criar uma espécie de lembrete, mental ou não, para, em determinada hora da semana, do mês ou do ano, parar o que estiver fazendo para fazer uma cópia de tudo.

Onde?

Com a crescente proliferação de mídias de armazenamento em aparelhos eletrônicos, como celulares e MP3 players, backups podem ser feitos em vários outros meios que não apenas os tradicionais gravador de DVD e disco externo. Isso, no entanto, é um adendo. As principais maneiras de se armazenar informações são mídias, como CD e DVD, e HD portáteis, facilmente sincronizadas com o PC.

Gravadores

O modo mais econômico e, portanto, mais popular de se armazenar dados em um lugar seguro é gravá-los em discos. Os tão populares CDs começam a dar lugar a DVDs, por dois principais motivos: ter quase sete vezes mais capacidade de armazenamento (700 MB contra 4,7 GB) e a constante queda de preço que os gravadores de DVD têm experimentado.

Não há segredo quando o assunto é CD ou DVD. Antes de tudo, é necessário o drive. Enquanto gravadores de CD saem por menos de R$ 100, dispositivos que "queimam" DVDs já podem ser encontrados por cerca de R$ 200. O preço das mídias virgens, usadas pra gravar os dados, está em torno de R$ 1,50 e R$ 3, respectivamente.

Drive no lugar, o usuário instala um software que gravará as informações na mídia. Além de programas pagos conhecidos, como o Nero e o Easy CD Creator, o usuário pode apelar para opções gratuitas que podem não funcionar tão bem como os dois primeiros citados, mas que quebram um grande galho. Nesta categoria, o melhor representante é o CDBurnerXP Pro.

Mídias gravadas, é preciso identificá-las. Dependendo da vaidade ou da necessidade de organização do usuário, podem ser usados dois métodos. Ou o usuário cria e imprime uma etiqueta detalhada, com a lista de arquivos contidos e imagens - o que exigiria um adesivo especial e uma impressora -, ou simplesmente apela para a popular caneta retroprojetor, facilmente encontrada em papelarias, e para a bela caligrafia.

Discos externos

Uma maneira crescente encontrada para quem precisa de muito espaço é guardar sua biblioteca de arquivos em discos rígidos externos. A grande quantidade de novos modelos que aparecem no mercado faz com que os preços dos dispositivos se tornem mais acessíveis para bolsos mais frágeis. No Ponto de Teste, avaliamos o Super DVD Writer da Iomega e o Media Center Western Digital.

Modelos trazem de 5 GB, como o Pocket Hard Drive, da Seagate, até 250 GB, como o HDD 250GB, da Iomega, e devem agradar desde quem tem arquivos de texto até quem lida com imagens em altíssima resolução. Solução mais popular é a infestação de memory keys. Com seus tamanhos diversos, os chaveiros com memória podem também ser ótimas opções para você guardar um arquivo e esquecê-lo lá.

Outra alternativa para backup estão nos MP3 players. O iPod, por exemplo, quando conectado ao PC, se comporta como se fosse um disco. O usuário pode deixar seus dados ali, seguramente guardados por trás das músicas . Cada um dos equipamentos traz o próprio software para sincronização e, em certos casos, segurança de dados.

Web

Outra maneira de fazer backups é transferir dados para servidores virtuais que protegerão seus tão valiosos arquivos. Existem serviços online, como o SwiftDesk, o Files Anywhere e o BriefCase do Yahoo!. Se os 30 MB médios oferecidos pelos serviços não forem suficientes para você, vale dar uma enganada no espaçoso serviço de e-mail do Google.

Os 2 GB do Gmail podem facilmente ser usados como servidor. O usuário só precisa baixar o programa Gmail Drive. Depois de instalado, o aplicativo adiciona ao Windows Explorer uma pasta correspondente à conta de Gmail do usuário. Para enviar arquivos, é necessário apenas arrastar os dados, como se faz normalmente em outras pastas e esperar que sua conexão transfira os arquivos para o servidor do Gmail. Para acessar os arquivos de outro PC, basta instalar o software e formatar sua conta de e-mail.


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