Imagine
se, neste exato momento, um raio parta os céus e o seu monitor desligue. Você
estranha o fato, tenta reiniciar a máquina mas a tela preta continua. O
desespero surge quando você sente o cheiro de queimado. Uma olhada na parte de
trás do PC e, pronto, lá estão sua placa-mãe e seu disco torrados. E agora? Os
dados antes armazenados no seu HD podem ser encontrados em outro lugar ou já
viraram história?
Backup é algo que precisa ser
feito inúmeras vezes, mas isso não corresponde nem de longe à realidade em boa
parte dos casos. Quando foi a última vez que você fez um backup, por exemplo?
Não custa nada aprender algumas regras básicas e meios de salvar seus
arquivos -
e (por que não?) sua vida.
Quando?
Fazer backup não é uma tarefa
árdua e nem tem regras determinadas. A principal idéia é guardar dados que
você considera importantes para acessar mais tarde, caso uma tragédia ocorra
com o seu PC. Por isso, backups podem ser feitos com uma periodicidade
determinada, como uma vez por dia, ou quando um arquivo tem tamanha
importância que deva ser gravado longe do seu HD.
O responsável pela freqüência
do backup é o usuário. Você tem que determinar quando é importante guardar
seus dados e criar uma espécie de lembrete, mental ou não, para, em
determinada hora da semana, do mês ou do ano, parar o que estiver fazendo para
fazer uma cópia de tudo.
Onde?
Com a crescente proliferação de
mídias de armazenamento em aparelhos eletrônicos, como
celulares e
MP3 players, backups podem ser feitos em vários outros meios que não apenas os
tradicionais gravador de DVD e disco externo. Isso, no entanto, é um adendo.
As principais maneiras de se armazenar informações são mídias, como CD e DVD,
e HD portáteis, facilmente sincronizadas com o PC.
Gravadores
O modo mais econômico e,
portanto, mais popular de se armazenar dados em um lugar seguro é gravá-los em
discos. Os tão populares CDs começam a dar lugar a DVDs, por dois principais
motivos: ter quase sete vezes mais capacidade de armazenamento (700 MB contra
4,7 GB) e a constante queda de preço que os gravadores de DVD têm
experimentado.
Não há segredo quando o assunto
é CD ou DVD. Antes de tudo, é necessário o drive. Enquanto gravadores de CD
saem por menos de R$ 100, dispositivos que "queimam" DVDs já podem ser
encontrados por cerca de R$ 200. O preço das mídias virgens, usadas pra gravar
os dados, está em torno de R$ 1,50 e R$ 3, respectivamente.
Drive no lugar, o usuário
instala um software que gravará as informações na mídia. Além de programas
pagos conhecidos, como o
Nero e o
Easy CD Creator,
o usuário pode apelar para opções gratuitas que podem não funcionar tão bem
como os dois primeiros citados, mas que quebram um grande galho. Nesta
categoria, o melhor representante é o
CDBurnerXP Pro.
Mídias gravadas, é preciso
identificá-las. Dependendo da vaidade ou da necessidade de organização do
usuário, podem ser usados dois métodos. Ou o usuário cria e imprime uma
etiqueta detalhada, com a lista de arquivos contidos e imagens - o que
exigiria um adesivo especial e uma impressora -, ou simplesmente apela para a
popular caneta retroprojetor, facilmente encontrada em papelarias, e para a
bela caligrafia.
Discos externos
Uma maneira crescente
encontrada para quem precisa de muito espaço é guardar sua biblioteca de
arquivos em discos rígidos externos. A grande quantidade de novos modelos que
aparecem no mercado faz com que os preços dos dispositivos se tornem mais
acessíveis para bolsos mais frágeis. No Ponto de Teste,
avaliamos o
Super DVD Writer
da Iomega e o
Media Center Western Digital.
Modelos trazem de 5 GB, como o
Pocket Hard Drive,
da Seagate, até 250 GB, como o
HDD 250GB,
da Iomega, e devem agradar desde quem tem arquivos de texto até quem lida com
imagens em altíssima resolução. Solução mais popular é a infestação de memory
keys. Com seus tamanhos diversos, os chaveiros com memória podem também ser
ótimas opções para você guardar um arquivo e esquecê-lo lá.
Outra alternativa para backup
estão nos MP3 players. O iPod, por exemplo, quando conectado ao PC, se
comporta como se fosse um disco. O usuário pode deixar seus dados ali,
seguramente guardados por trás das
músicas .
Cada um dos equipamentos traz o próprio software para sincronização e, em
certos casos, segurança de dados.
Web
Outra maneira de fazer backups
é transferir dados para servidores virtuais que protegerão seus tão valiosos
arquivos. Existem serviços online, como o
SwiftDesk,
o
Files Anywhere
e o
BriefCase do Yahoo!. Se
os 30 MB médios oferecidos pelos serviços não forem suficientes para você,
vale dar uma enganada no espaçoso serviço de e-mail do Google.
Os 2 GB do Gmail podem
facilmente ser usados como servidor. O usuário só precisa baixar o programa
Gmail Drive.
Depois de instalado, o aplicativo adiciona ao Windows Explorer uma pasta
correspondente à conta de Gmail do usuário. Para enviar arquivos, é necessário
apenas arrastar os dados, como se faz normalmente em outras pastas e esperar
que sua conexão transfira os arquivos para o servidor do Gmail. Para acessar
os arquivos de outro PC, basta instalar o software e formatar sua conta de
e-mail.