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Tutorial: Conversão de vídeos para DVD e VCD
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Julio Preuss - 09/08/2006 - 10:54

DVDSabe aqueles videozinhos engraçados que você baixou da Internet? Ou os filminhos que fez na câmera digital? Ou ainda os melhores episódios de seu seriado favorito, gravados pela placa de sintonia de TV? Não seria ótimo poder gravá-los em um disco para assistir na televisão, em um aparelho de DVD? O que antes era complicado e exigia vários programas e hardware especializado agora virou brincadeira de criança – quer ver como é simples?

Em primeiro lugar, é bom você saber que não precisa de um gravador de DVDs para isso. Embora esses drives estejam cada vez mais baratos – já é possível comprar um por menos de R$ 200 – para a maioria das aplicações um gravador de CDs comum já é suficiente: basta gravar os disquinhos nos formatos VCD ou SVCD (Vídeo CD e Super Vídeo CD). Só um alerta: é bom testar se o seu aparelho de DVD consegue reproduzi-los, pois os modelos mais antigos podem não ser compatíveis, especialmente com o padrão SVCD.

Mesmo para quem tem um gravador de DVDs, os formatos VCD e SVCD continuam sendo alternativas válidas, já que a mídia é mais barata e nem sempre precisamos de toda a capacidade e qualidade de um DVD. Não para gravar os filminhos de baxa definição que circulam pela Internet , por exemplo. De qualquer forma, o programa que escolhemos para este tutorial é capaz de criar todos esses formatos – não há com o que se preocupar.

O software em questão é o WinAVI Video Converter. O programinha converte praticamente todos os formatos de vídeo existentes: AVI, MPEG (1, 2 e 4), DivX, Xvid, ASF, WMV, RM, MOV e SWF. Sim, pois para gravar um DVD ou VCD é preciso que os arquivos estejam todos no formato apropriado.

Sem outros programas

Diferente de outros conversores encontrados na Web, o WinAVI converte e grava os CDs ou DVDs, eliminando a necessidade de outros programas. Para converter de RM ou MOV é necessário ter os programas para reproduzi-los instalados, mas tanto o RealMedia Player quanto o Quicktime já costumam fazer parte do repertório de qualquer internauta afeito a vídeos.

Infelizmente, tudo isso tem seu preço: a licença do WinDVD custa US$ 29,95. Existe uma versão de demonstração totalmente funcional, que foi a que usamos neste tutorial, mas sua única restrição definitivamente obriga os interessados a pagar pelo registro: o programa insere uma mensagem de texto solicitando a compra bem no meio da tela dos vídeos convertidos. Desse jeito, a versão de demonstração só serve mesmo para testar...

Visual da interface pode complicar

Depois de instalar e executar o WinDVD Video Converter, damos de cara com uma tela cheia de grafismos em cinza e azul que mostra o nome do programa em letras garrafais, seis botões redondos, um botão “Menu” e os botões “Ajuda”, “Minimizar” e “Fechar” tradicionais do Windows, só que com um visual totalmente fora do padrão (Figura 1). Entre eles, um enorme botão vermelho com letras amarelas tenta incentivar os usuários não registrados a “Comprar Agora”.

Ao deslizar o mouse sobre os botões redondos, um contorno amarelo indica qual está selecionado e um texto explicativo com exemplos aparece no lado esquerdo da tela (Figura 2). Assim ficamos sabendo que, em sentido horário, partindo de cima, os botões servem para converter para WMV, AVI, MPEG (formato usado nos DVDs e VCDs/SVCDs) e RM, converter em lote (batch) e gravar CDs e DVDs. As mesmas opções (e mais algumas) podem ser acessadas pelo menu.

Os quatro botões de conversão abrem janelas de seleção onde é possível escolher um ou mais arquivos (usando as teclas CTRL e SHIFT para selecionar mais de um) a serem convertidos. Na tela seguinte (Figura 3), vemos a lista dos arquivos selecionados e temos a opção de ordená-los, de escolher a pasta onde serão armazenadas as versões convertidas e, no caso do formato MPEG, o tipo de saída que desejamos (DVD, MiniDVD, VCD, SVCD etc).

 Configurações avançadas

Aqui também encontramos um botão de configurações avançadas que variam de acordo com o formato selecionado. Nos VCDs, elas incluem a divisão do arquivo de saída em múltiplos blocos de até 650 MB (a capacidade típica de um CD) para o caso de você estar gravando o conteúdo de um DVD em VCDs, por exemplo, e a escolha do padrão PAL, NTSC ou automático.

Já no caso de DVDs, a tela apresentará, ainda, a opção de limitar o tamanho do vídeo a um disco de capacidade pré-definida (aumentando a compressão e reduzindo a qualidade), a duração de cada “capítulo”, a proporção da tela (4:3, tradicional, ou 16:9, widescreen), a taxa de amostragem de áudio e a ativação do formato DirectAC3.

Durante a conversão (Figura 4), o programa exibe uma janela que mostra o andamento do processo e permite exibir ou não uma telinha de preview, onde você pode conferir o vídeo que está sendo gerado (com o maldito aviso de “registre o programa”, caso não o tenha feito). Aqui também é possível optar pela atualização do preview em tempo real e pelo desligamento automático do computador ao término da tarefa – opção útil para quem manda converter um monte de vídeos e sai para o trabalho ou vai dormir.

Hora de queimar o disco

Até agora, ocupamo-nos apenas em converter vídeos para outro padrão – os quatro primeiros botões do programa só fazem isso. O quinto serve para programar uma sequência de conversões (até em diferentes formatos). Mas o que nos interessa mesmo, agora, é o último – por meio do qual gravaremos os arquivos previamente convertidos em discos óticos, sejam eles CDs ou DVDs. Nada impede que você use seu programa de gravação favorito, como um Nero da vida, para realizar esta etapa. Como o objetivo deste tutorial é tornar as coisas bem simples, faremos tudo no WinAVI.

A tela de gravação não tem muito mistério. É só selecionar os arquivos pela opção “Add Movie” que eles aparecerão na lista de filmeas a serem gravados (Figura 5). No lado direito da tela, escolhemos a unidade de gravação – o gravador de CDs TDK que temos como drive E:, em nosso exemplo –, a velocidade (importante caso a mídia usada não suporte a velocidade máxima do gravador), a opção de teste de gravação e o nome a ser dado ao disco. Aqui também aparece o tipo de disco presente na unidade – caso você ainda não tenha inserido nenhum, é um bom momento de fazê-lo e verificar se foi identificado corretamente.

Ao clicar no botão “Burn” (é daí que vem a expressão “queimar um CD”) o programa inicializará seu drive e começará a gravação. O processo pode demorar bastante se estivermos gravando um DVD completo ou ser concluído em poucos minutos se for um simples VCD em um gravador rápido. O importante é que, com os vídeos previamente convertidos (freqüentemente a parte mais demorada do processo), a gravação dependerá apenas da velocidade do drive e não exigirá muito do computador, permitindo que gravemos vários discos enquanto trabalhamos em outra coisa.

É sempre bom lembrar que codificação de vídeo, o processo que realizamos na “primeira metade” deste tutorial, é uma das atividades que mais exige poder de processamento atualmente. Você pode ter um computador com muita memória RAM para editar fotos e uma excelente placa de vídeo para rodar os melhores games , mas na hora de converter vídeos, é o processador que será mais importante. Se o seu PC não tem GHz de sobra, não o culpe por demorar um pouco nesta tarefa!

Fonte: wNews

 


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