Sabe
aqueles videozinhos engraçados que você baixou da
Internet? Ou os filminhos que fez na câmera digital? Ou
ainda os melhores episódios de seu seriado favorito,
gravados pela placa de sintonia de TV? Não seria ótimo
poder gravá-los em um disco para assistir na televisão, em
um aparelho de DVD? O que antes era complicado e exigia
vários programas e hardware especializado agora virou
brincadeira de criança – quer ver como é simples?
Em primeiro
lugar, é bom você saber que não precisa de um gravador de
DVDs para isso. Embora esses drives estejam cada vez mais
baratos – já é possível comprar um por menos de R$ 200 –
para a maioria das aplicações um gravador de CDs comum já
é suficiente: basta gravar os disquinhos nos formatos VCD
ou SVCD (Vídeo CD e Super Vídeo CD). Só um alerta: é bom
testar se o seu aparelho de DVD consegue reproduzi-los,
pois os modelos mais antigos podem não ser compatíveis,
especialmente com o padrão SVCD.
Mesmo para
quem tem um gravador de DVDs, os formatos VCD e SVCD
continuam sendo alternativas válidas, já que a mídia é
mais barata e nem sempre precisamos de toda a capacidade e
qualidade de um DVD. Não para gravar os filminhos de baxa
definição que circulam pela
Internet
, por exemplo. De qualquer forma, o programa que
escolhemos para este tutorial é capaz de criar todos esses
formatos – não há com o que se preocupar.
O software
em questão é o
WinAVI Video Converter.
O programinha converte praticamente todos os formatos de
vídeo existentes: AVI, MPEG (1, 2 e 4), DivX, Xvid, ASF,
WMV, RM, MOV e SWF. Sim, pois para gravar um DVD ou VCD é
preciso que os arquivos estejam todos no formato
apropriado.
Sem
outros programas
Diferente
de outros conversores encontrados na Web, o WinAVI
converte e grava os CDs ou DVDs, eliminando a necessidade
de outros programas. Para converter de RM ou MOV é
necessário ter os programas para reproduzi-los instalados,
mas tanto o RealMedia Player quanto o Quicktime já
costumam fazer parte do repertório de qualquer internauta
afeito a vídeos.
Infelizmente, tudo isso tem seu preço: a licença do WinDVD
custa US$ 29,95. Existe uma versão de demonstração
totalmente funcional, que foi a que usamos neste tutorial,
mas sua única restrição definitivamente obriga os
interessados a pagar pelo registro: o programa insere uma
mensagem de texto solicitando a compra bem no meio da tela
dos vídeos convertidos. Desse jeito, a versão de
demonstração só serve mesmo para testar...
Visual da interface pode complicar
Depois
de instalar e executar o WinDVD Video Converter, damos de
cara com uma tela cheia de grafismos em cinza e azul que
mostra o nome do programa em letras garrafais, seis botões
redondos, um botão “Menu” e os botões “Ajuda”, “Minimizar”
e “Fechar” tradicionais do Windows, só que com um visual
totalmente fora do padrão (Figura 1).
Entre eles, um enorme botão vermelho com letras amarelas
tenta incentivar os usuários não registrados a “Comprar
Agora”.
Ao
deslizar o mouse sobre os botões redondos, um contorno
amarelo indica qual está selecionado e um texto
explicativo com exemplos aparece no lado esquerdo da tela
(Figura 2). Assim ficamos sabendo que, em
sentido horário, partindo de cima, os botões servem para
converter para WMV, AVI, MPEG (formato usado nos DVDs e
VCDs/SVCDs) e RM, converter em lote (batch) e gravar CDs e
DVDs. As mesmas opções (e mais algumas) podem ser
acessadas pelo menu.
Os
quatro botões de conversão abrem janelas de seleção onde é
possível escolher um ou mais arquivos (usando as teclas
CTRL e SHIFT para selecionar mais de um) a serem
convertidos. Na tela seguinte (Figura 3),
vemos a lista dos arquivos selecionados e temos a opção de
ordená-los, de escolher a pasta onde serão armazenadas as
versões convertidas e, no caso do formato MPEG, o tipo de
saída que desejamos (DVD, MiniDVD, VCD, SVCD etc).
Configurações
avançadas
Aqui também
encontramos um botão de configurações avançadas que variam
de acordo com o formato selecionado. Nos VCDs, elas
incluem a divisão do arquivo de saída em múltiplos blocos
de até 650 MB (a capacidade típica de um CD) para o caso
de você estar gravando o conteúdo de um DVD em VCDs, por
exemplo, e a escolha do padrão PAL, NTSC ou automático.
Já no caso
de DVDs, a tela apresentará, ainda, a opção de limitar o
tamanho do vídeo a um disco de capacidade pré-definida
(aumentando a compressão e reduzindo a qualidade), a
duração de cada “capítulo”, a proporção da tela (4:3,
tradicional, ou 16:9, widescreen), a taxa de amostragem de
áudio e a ativação do formato DirectAC3.
Durante
a conversão (Figura 4), o programa exibe
uma janela que mostra o andamento do processo e permite
exibir ou não uma telinha de preview, onde você pode
conferir o vídeo que está sendo gerado (com o maldito
aviso de “registre o programa”, caso não o tenha feito).
Aqui também é possível optar pela atualização do preview
em tempo real e pelo desligamento automático do computador
ao término da tarefa – opção útil para quem manda
converter um monte de vídeos e sai para o trabalho ou vai
dormir.
Hora de queimar o disco
Até agora,
ocupamo-nos apenas em converter vídeos para outro padrão –
os quatro primeiros botões do programa só fazem isso. O
quinto serve para programar uma sequência de conversões
(até em diferentes formatos). Mas o que nos interessa
mesmo, agora, é o último – por meio do qual gravaremos os
arquivos previamente convertidos em discos óticos, sejam
eles CDs ou DVDs. Nada impede que você use seu programa de
gravação favorito, como um Nero da vida, para realizar
esta etapa. Como o objetivo deste tutorial é tornar as
coisas bem simples, faremos tudo no WinAVI.
A
tela de gravação não tem muito mistério. É só selecionar
os arquivos pela opção “Add Movie” que eles aparecerão na
lista de
filmeas
a serem gravados (Figura 5). No lado
direito da tela, escolhemos a unidade de gravação – o
gravador de CDs TDK que temos como drive E:, em nosso
exemplo –, a velocidade (importante caso a mídia usada não
suporte a velocidade máxima do gravador), a opção de teste
de gravação e o nome a ser dado ao disco. Aqui também
aparece o tipo de disco presente na unidade – caso você
ainda não tenha inserido nenhum, é um bom momento de
fazê-lo e verificar se foi identificado corretamente.
Ao
clicar no botão “Burn” (é daí que vem a expressão “queimar
um CD”) o programa inicializará seu drive e começará a
gravação. O processo pode demorar bastante se estivermos
gravando um DVD completo ou ser concluído em poucos
minutos se for um simples VCD em um gravador rápido. O
importante é que, com os vídeos previamente convertidos
(freqüentemente a parte mais demorada do processo), a
gravação dependerá apenas da velocidade do drive e não
exigirá muito do computador, permitindo que gravemos
vários discos enquanto trabalhamos em outra coisa.
É sempre
bom lembrar que codificação de vídeo, o processo que
realizamos na “primeira metade” deste tutorial, é uma das
atividades que mais exige poder de processamento
atualmente. Você pode ter um computador com muita memória
RAM para editar fotos e uma excelente placa de vídeo para
rodar os melhores
games
, mas na hora de converter vídeos, é o processador que
será mais importante. Se o seu PC não tem GHz de sobra,
não o culpe por demorar um pouco nesta tarefa!
Fonte:
wNews