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Tutorial: Querida encolhi o DVD
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Julio Preuss - 05/07/2006 - 17:12

Mesmo depois que a confusão dos padrões –R e +R (inicialmente incompatíveis entre si) foi resolvida com a disseminação dos gravadores e leitores multiformato, gravação de DVDs ainda é um assunto complicado. Copiar um disco para fins de backup continua difícil para o usuário comum devido à diferença de capacidade entre os DVDs comerciais, de até 8,5 GB, e os graváveis comuns, de 4,7 GB.

É bem verdade que já existem gravadores de dupla camada (dual-layer), como o Iomega SuperDVD que avaliamos no Ponto de Teste, capazes de gravar discos de 8,5 GB. Infelizmente, além de esses drives ainda serem caros, o preço da mídia, na casa dos R$ 30, ainda torna o processo economicamente desinteressante. Afinal, com os DVDs daquelas promoções “pague 2 e leve 3” saindo a menos de R$ 20, para que pagar R$ 30 por um disco virgem e ainda ter trabalho copiando?

Ninguém está advogando a pirataria de filmes , mas e se você quiser fazer uma cópia de um disco adquirido legalmente para levar em uma viagem? Ou para não correr o risco de precisar comprar novamente o DVD de Procurando Nemo se o seu filho de sete anos enfiá-lo na torradeira depois de assistir pela 38ª vez? Nesses casos vai adorar conhecer o programa DVD Shrink – literalmente, um “encolhedor de DVD”.

Software gratuito resolve o problema


Figura 1

O programinha, de pouco mais de 1 MB em sua versão 3.2, pode ser baixado gratuitamente de www.dvdshrink.org. Depois de instalado, o primeiro passo é selecionar a unidade de DVD em que está o disco original e aguardar a rápida análise de seu conteúdo (Figura 1). Em seguida, o DVD Shrink exibirá uma árvore de pastas semelhante às do Windows Explorer representando a estrutura do disco, com seus menus, extras e o filme em questão (Figura 2).


Figura 2

Figura 3

No modo “Backup” o conteúdo já terá sido comprimido para caber nos 4,5 GB de um disco single-layer (o que pode ser observado na barra verde da figura anterior), mas para ajudar a compreender o funcionamento do programa começaremos de um exemplo com todas as opções de compressão desativadas (Figura 3). Repare que a “árvore” de pastas abertas mostra quanto espaço cada elemento consome e a barra superior agora tem um bom pedaço em vermelho, indicando o conteúdo que “transbordaria” do disco.

O princípio do DVD Shrink é economizar espaço de duas formas: comprimindo mais os arquivos de vídeo e descartando elementos desnecessários. Embora a compressão por si só dê conta do recado, se ela for muito agressiva a qualidade das imagens pode ser comprometida. No modo de backup, o disco que usamos como exemplo teria que ser comprimido para 62,7% do tamanho original. Vejamos como melhorar isso...

Legendas, áudio e extras no lixo


Figura 4

Você sabe ler japonês? Quer ler as legendas em francês ou espanhol? Então que tal livrar-se delas? Basta desmarcar as caixas correspondentes – não economiza tanto espaço assim, mas já é um começo. Já as trilhas de áudio ocupam bem mais espaço – 200 MB, no caso da trilha de dois canais que descartamos de nosso disco (já que só vamos assisti-lo em um sistema 5.1). Se a sua situação for inversa, daria para economizar 350 MB (Figura 4). Quando o disco tem áudio em vários idiomas, melhor ainda!

Outro tipo de conteúdo freqüentemente descartável são os extras. Não que muitos discos não tragam conteúdo adicional interessante, mas se você não pretende ver as entrevistas com os produtores ou os trailers do filme, pode poupar esse espaço também. Para tanto, basta mandar substituir o vídeo por uma imagem estática – ou a padrão que informa que o vídeo foi removido, ou qualquer uma que você escolha (Figura 5).


Figura 5

Figura 6

Se você quiser ser mais detalhista em sua edição, pode optar pela “reautoria” do disco (Figura 6). O problema é que, além de dar mais trabalho, ela compromete o funcionamento dos menus de navegação – algo que não acontece com as opções descritas anteriormente. A vantagem desse recurso é a possibilidade de juntar elementos de diferentes DVDs em uma mesma compilação.

Diminuir compressão aumenta qualidade

Se as opções de compressão de vídeo estiverem no automático, à medida que você descartar o conteúdo, a taxa de compressão vai diminuindo e a qualidade aumentando – em nosso exemplo conseguimos chegar a 90% –, sempre de modo a ocupar totalmente os 4,5GB do disco. Caso o seu objetivo seja um disco de capacidade diferente, na tela de preferências do programa (Figura 7) é possível editar esse “alvo”.

Figura 7

Figura 8
Outra opção muito interessante – e que para muita gente já vai justificar a cópia de um DVD – é a capacidade de alterar ou eliminar o código regional do disco. Assim, se aquele filme comprado nos Estados Unidos (área 1) não rodar no seu aparelho nacional (área 4) ou vice-versa, basta fazer um backup alterando para a região adequada ou transformando-o em “área 0”, que toca em qualquer lugar (Figura 8).
Depois de tudo configurado, é só mandar o programa executar suas instruções. Primeiro ele terá que ler e codificar todo o disco original, o que leva uns 20 minutos em um Pentium 4 de 2,6 GHz com 1 GB de RAM e consome 4,5 GB de espaço em disco para armazenar o arquivo temporário (Figura 9). Atenção: esse arquivo NÃO é apagado automaticamente depois da gravação, então é bom lembrar de removê-lo para não ocupar espaço no seu HD desnecessariamente.

Figura 9

Se o drive usado para leitura for o mesmo da gravação, o programa solicitará a troca do disco pela mídia virgem (Figura 10) e iniciará a “queima” do DVD, que leva mais uns 10 minutos em um gravador 8X (Figura 11). No final do processo, que depois de todas as configurações levou pouco mais de meia hora, o programa exibe a tradicional tela de conclusão e informa a localização do arquivo temporário a ser apagado (Figura 12).

Figura 10
Figura 11
Figura 12

 


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