|
Quantidade de
chiados;
BAIXE A VERSÃO COMPLETA EM FORMATO .DOC
AQUI.
VISITE NOSSO NOVO PORTAL
DE DOWNLOADS: www.dvddownloads.com.br
A
quantidade de ruído que um aparelho de áudio gera é chamado
relação sinal/ruído ou SNR (Signal-to-Noise Ratio), que é medida
em uma unidade chamada decibel. Quanto maior essa relação,
melhor. Um aparelho de CD, por exemplo, possui uma relação sinal/ruído
maior do que a de um tape-deck. Se fizer a mesma experiência que
descrevemos com um CD player, você perceberá que a quantidade de
chiados será menor. Assim, um dos principais factores para que a
sua conversão de LPs para CDs seja a mais próxima da perfeição é
a ausência de ruído. A escolha de uma placa de som com um baixo
nível de ruído (uma relação sinal/ruído alta) é o ponto de
partida para a inexistência do ruído branco.
CONVERTA LPS EM CDS – PARTE 2
Vimos que o ponto de partida para uma boa conversão de LPs para
CDs é a escolha de uma placa de som com baixo nível de ruído.
Para que você tenha uma ideia melhor desse assunto, as placas de
som ISA normalmente têm uma relação sinal/ruído de 80 dB. Já as
placas de som PCI mais simples (incluindo aí as placas de som
on-board) normalmente têm uma relação sinal/ruído de 90 dB.
Placas de som profissionais começam em 98 dB. A Soundblaster
Live! possui uma relação sinal/ruído de 96 dB. Isso significa o
seguinte: não use placas de som ISA, pois elas gerarão muito
ruído branco em sua gravação.
Se você não conhece placas de som profissionais, visite sites
especializados no assunto.
Escolhendo um toca-discos;
Você também tem que saber escolher um bom toca-discos. Se tiver
algum amigo DJ que possa emprestar um toca-discos profissional (como
o famoso Technics SL1200 MKII), então é maravilha pura. Mas o
factor que realmente importa para medir a qualidade de um toca
discos é a marca e o modelo da cápsula e da agulha utilizadas. A
palavra-chave aqui é resposta de frequência. Agulhas mais
simples usadas pelos toca-discos mais baratos possuem uma
resposta de frequência típica de 20 Hz a 15 KHz.
O problema é que os sons mais agudos (acima de 15 KHz) não serão
reproduzidos e, portanto, não serão gravados no arquivo Wav. O
ideal é utilizar uma cápsula/agulha que permita obter uma
resposta de frequência de 20 Hz a 20 KHz, que é a faixa de
frequência que o ouvido humano é capaz de escutar. Mas se você
utilizar uma cápsula/agulha com resposta de 20 Hz a 18 KHz você
já obterá um resultado muito bom (porém não o “perfeito”).
Note que a cápsula pode eventualmente ter uma resposta de
frequência diferente da agulha. Fica valendo o menor valor. Por
exemplo, uma agulha com resposta até 15 KHz instalada em uma
cápsula com uma resposta de frequência de 20 Hz a 20 KHz
obviamente a resposta de frequência do conjunto será de 20 Hz a
15 KHz.
Frequência da agulha;
Saber a resposta de frequência de uma cápsula ou agulha é fácil.
Primeiro, você precisa saber a marca e o modelo da cápsula e da
agulha do seu toca-discos. Em seguida, veja no manual essa
característica.
Você pode ainda encontrar esses dados na Internet, nos sites de
fabricantes de cápsulas e agulhas, encontramos que a resposta de
frequência da cápsula/agulha 680 EL II é de 20 Hz a 18 KHz.
Um outro macete para descobrir a resposta de frequência de uma
agulha é procurar por uma agulha igual nas lojas especializadas.
Na caixinha em que a agulha vem há discriminada essa informação,
inclusive com um gráfico. Se o seu toca-discos utilizar uma
cápsula do tipo que vem presa ao próprio braço, então essas
especificações estão no manual do próprio toca-discos. Por falar
nisso, o ideal é que você utilize uma agulha nova para converter
seus LPs para CDs, para evitar que o som saia imperfeito (abafado,
por exemplo) por causa de uma agulha velha.
CONVERTA LPS EM CDS - PARTE 3
Agora que você já sabe como identificar uma boa placa de som e
toca-discos para que a sua conversão fique perfeita, falaremos
sobre as duas maneiras para conectar o toca-discos ao micro.
Você precisará de um cabo P2 estéreo x 2 RCA, não importa a
maneira que você utilize. Esse cabo possui em uma ponta um
plugue similar ao usado por fones de ouvido de walkman e, de
outro, dois plugues RCA (normalmente um vermelho ou amarelo e o
outro preto ou branco). É o mesmo cabo usado para ligar um
discman a um aparelho de som.
Garantindo baixos ruídos;
Para que você tenha um baixo nível de ruído na gravação, esse
cabo deverá ter os conectores banhados a ouro. A diferença de
preço entre um cabo com plugues normais e outro com plugues
banhados a ouro não é muita, compensando o investimento.
Se o seu toca-discos é separado do aparelho de som, você pode
conectá-lo directamente à placa de som. Essa é a melhor ligação,
pois evita qualquer ruído branco eventualmente produzido pelo
aparelho de som (amplificador, receiver etc.). Ou seja,
desconecte o seu toca-discos do aparelho de som e conecte o cabo
que você comprou directamente no toca-discos (o plugue vermelho
ou amarelo deve ser conectado no plugue marcado “right”, e o
plugue preto ou branco deve ser conectado no “left”).
A outra ponta do cabo deve ser conectada na placa de som em sua
entrada Mic In
(utilizada por equipamentos sem amplificação). A placa de som
amplificará automaticamente o áudio conectado a essa entrada,
dispensando, portanto, o uso de um amplificador externo (que,
como dissemos, poderia gerar ruído branco). Tome cuidado para
não ligar o cabo na entrada Line In. Se você usar essa entrada,
o som sairá muito baixo, quase imperceptível, já que a Line In
não possui amplificação.
Além desse cabo, você deverá ligar o fio terra do toca-discos ao
terra do micro. Se isso não for feito, você ficará escutando um
terrível zumbido. Basta pegar um pedaço de fio fino, desencapar
suas extremidades e conectá-lo onde está marcado GND no toca-discos.
No micro, esse cabo pode ser simplesmente aparafusado a um dos
parafusos que fecham o gabinete do micro ou então preso em um
dos acabamentos metálicos existentes na parte de trás do micro,
em volta dos conectores das portas seriais, paralela, USB, etc.
O que pode acontecer é o seu toca-discos ter o cabo que o liga
ao amplificador soldado internamente, isto é, ele não possuir
plugues RCA para que o cabo que o liga ao amplificador seja
desconectado.
E se o toca-disco não possuir plugues RCA?
Nesse caso, você deverá usar um adaptador que possui dois
plugues RCA fêmea, um de cada lado. Assim, você encaixará esse
adaptador entre o cabo que liga originalmente o toca-discos ao
amplificador e o novo cabo que será usado na conexão do toca-discos
com a placa de som.
Outra maneira de ligar o toca-discos à placa de som é ligar o
toca-discos a um amplificador (receiver) e conectar esse
amplificador à placa de som. Nesse caso, conecte o cabo que você
comprou à saída “Rec Out” ou “Monitor” de seu
amplificador(receiver) na entrada Line In da placa de som. Mas,
como dissemos, essa ligação é pior do que a maneira que
descrevemos anteriormente, já que o amplificador que será usado
como intermediário certamente gerará ruído branco.
CONVERTA LPS EM CDS - PARTE 4
Por causa da nossa paranóia em explicar tudo o que deve ser
feito para que a gravação fique perfeita e para que os
equipamentos não gerem ruído branco na gravação, acabamos nos
esquecendo de um detalhe na semana passada e acabamos cometendo
uma gaffe. Por sorte, alguns leitores que trabalham na área de
áudio profissional nos alertaram do equívoco, nos permitindo
corrigi-lo a tempo.
Equalização do som;
No processo de gravação dos discos de vinil, o som é equalizado
de acordo com uma curva chamada RIAA (Record Industry
Association of America) ou CCIR (Comite Consultatif
International des Radiocommunications, que era o órgão europeu
equivalente ao RIAA; actualmente o CCIR chama-se ITU,
International Telecomunications Union).
Essa equalização faz com que os sons abaixo de 500 Hz sejam
atenuados e os sons acima de 2.120 Hz sejam aumentados. Em
outras palavras, no processo de gravação dos discos de vinil, o
sons graves são cortados e os sons agudos, aumentados.
Esse processo passou a ser feito para que todos os fabricantes
utilizassem um mesmo padrão de equalização para a gravação dos
discos de vinil.
Quando um toca-discos é ligado na entrada Phono de um
amplificador (receiver), o circuito pré-amplificador existente
faz o inverso da curva RIAA: amplifica mais os sons graves e
atenua os sons agudos, de modo a cancelar a equalização feita “errada”.
Assim, a reprodução do som sai perfeita, isto é, com os graves e
agudos em seus níveis correctos e não exageradamente atenuados
ou amplificados.
Dessa forma, aí é que encontra-se o erro da coluna da semana
passada. Havíamos recomendado que o toca-discos fosse ligado
directamente à entrada Mic In da placa de som, mas nos
esquecemos do detalhe da curva RIAA. Com isso, os sons gravados
com o toca-discos ligado à entrada Mic In terão pouco grave e
muito agudo, já que estarão equalizados pela curva RIAA. Há
programas que são capazes de aplicar a equalização RIAA e
colocar os graves e agudos em seus níveis correctos.
Conectando um toca-discos ao micro;
Dessa forma, a maneira correcta para ligar um toca-discos ao
micro é usando a saída Rec Out ou Amp Out do seu
pré-amplificador (circuito que está embutido em receivers,
mixers etc.) e ligá-lo à entrada Line In da placa de som, da
maneira descrita na semana passada. Como comentamos, dê
preferência por usar cabos de boa qualidade (banhados a ouro)
para evitar ruídos.
Por falar na curva RIAA, encontraremos um grande problema nos
discos gravados antes de 1955. Foi neste ano que o processo RIAA
passou a ser adoptado pela indústria fonográfica. Isso significa
que ao tocar LPs gravados antes de 1955, os sons graves serão
amplificados e os sons agudos, cortados, pelo circuito
pré-amplificador. Como o som não foi gravado com os graves
atenuados nem com os agudos amplificados, o som ficará
desequalizado. A solução é aplicar, no programa usado para
gravar os sons, uma equalização RIAA inversa, anulando a
equalização feita pelo circuito pré-amplificador, fazendo com
que os graves e os agudos sejam colocados em seus níveis
correctos de equalização. Isso pode ser feito através do
programa DC Art usando a função “Reverse RIAA” de seu
equalizador paramétrico.
CONVERTA LPS EM CDS - PARTE 5
Chegou a hora de gravarmos discos de vinil no HD. O processo se
resume ao seguinte:
• Gravamos o LP em formato Wav, editamos o arquivo para eliminar
os ruídos e gravamos os arquivos Wav em um CD, no formato CD-DA
(CD de áudio).
Programas para gravação
Você precisa usar um programa de gravação de arquivos Wav. No
mercado existem inúmeros programas e você pode até mesmo usar o
software que acompanha sua placa de som. Nós recomendamos o Cool
Edit e o Sound Forge, que são os mais usados.
Após a instalação, o restante do processo é simples.
O primeiro passo é configurar o mixer do micro, que é acessado
dando um duplo clique sobre o ícone do alto-falante existente na
barra de tarefas (canto inferior direito).
Existem duas telas de configuração em que você precisa mexer.
Primeiro, a configuração dos controles de reprodução. Para isso,
seleccione a opção Propriedades do menu Opções. Na tela que
aparecerá, seleccione “Reprodução” no campo “Ajustar volume para”
e marque as caixas existentes no campo “Mostrar os seguintes
controles de volume”.
Isso fará com que os controles de volume da placa de som sejam
mostrados. O mixer aparecerá com os ajustes de nível de volume
para reprodução. Você deve marcar a caixa “Sem áudio” para as
entradas que não serão utilizadas. As entradas Controle de
Volume, Linha e Onda são as únicas que devem permanecer
desmarcadas, para que você possa escutar o trabalho durante a
gravação e edição.
Em seguida, configure qual entrada será usada para gravar o
arquivo Wav, seleccionando a opção Propriedades do menu Opções
do mixer. Na tela que aparecerá, seleccione “Gravação” no campo
“Ajustar volume para”. Aparecerá um mixer igual ao anterior, mas
desta vez você está ajustando qual entrada será usada.
Seleccione Linha (marcando a caixa “Seleccionar” existente). O
controle de volume Linha altera o nível do volume do toca-discos.
Gravando o LP no HD
Após ter configurado o mixer, escolha a opção Rec, clique no
ícone que indica início de gravação e coloque o lado A do LP
para tocar. Mas antes, você deverá verificar o nível de gravação.
Essa verificação varia de programa para programa. No Sound
Forge, isso ocorre de maneira automática: você clica para gravar
e aparece uma janela contendo barras indicadoras verticais do
nível de gravação. Coloque o disco para tocar pelo meio e ajuste
o controle de volume de Linha.
O ideal é ajustar esse controle de modo que o áudio fique na
média batendo na faixa de -3 dB do gráfico, com picos máximos de
0 dB.
Obviamente esse ajuste não é tão simples. Mas, para a nossa
sorte, a maioria dos programas editores de Wav possui uma função
chamada Normalize, que analisa o áudio gravado e ajusta o volume
do arquivo adequadamente. Ou seja, com o ajuste que recomendamos
(controle do mixer posicionado no meio), o som será gravado com
volume abaixo do recomendado, e depois iremos, através do
programa editor, corrigir o volume do arquivo. Nossa
recomendação é que você grave sempre com um nível abaixo (e
nunca acima) e depois corrija o volume com a função Normalize do
editor.
CONVERTA LPS EM CDS - PARTE 6
Após ter ajustado correctamente o nível de volume de gravação,
coloque o lado A do LP para gravar. Quando o lado A terminar,
clique no ícone parar gravação (stop). Ao final da gravação você
deverá estar vendo na tela uma forma de onda. Caso isso não
ocorra, reveja o processo, principalmente a configuração do
mixer. Em seguida, você deverá gravar o lado B do LP.
Recomendamos que isso seja feito no mesmo arquivo Wav, ao final.
Isto é, grave o lado B ao final do lado A, de modo que todas as
músicas fiquem gravadas em um mesmo arquivo. Para isso, basta
clicar sobre a onda na tela e pressionar as teclas Control e
End. Em seguida, coloque o programa para gravar novamente.
O ideal é sempre você começar a gravar um pouco antes e terminar
de gravar um pouco depois das músicas do LP. Isso fará com que
você não perca nenhum pedaço das músicas. Depois, dentro do
próprio editor de Wav, nós cortaremos esses pedaços não
desejados.
Salve o seu arquivo através da opção Save do seu editor. Pronto,
o seu disco de vinil foi convertido para um arquivo Wav.
Corrigindo o volume;
O próximo passo é corrigir o volume através da função Normalize
do editor de Wav. No Sound Forge essa função está no menu
Process. Essa função analisa o arquivo, pega os picos dele e os
“estica” (se você gravou o som com volume mais baixo, como
recomendamos), fazendo com que o pico máximo fique em 0 db. Não
se esqueça de salvar o arquivo.
Após o áudio estar em seu volume correcto, você deve aplicar
filtros para apagar os ruídos inerentes aos discos de vinil,
como o chiado de fundo e estalos. Esses ruídos podem ser
eliminados através de programas como o DC Art.
Se você usa o Sound Forge (ou outro programa que aceite os
filtros do Sound Forge), pode usar um pacote de filtros chamado
Noise Reduction.
Há vários sharewares com essa mesma finalidade, faça uma busca
por “noise reduction” para conhecer vários programas desse tipo,
como o DePopper.
Eliminando ruídos com Sound Forge;
A escolha de um programa é puro gosto pessoal. Nós daremos
nossos exemplos usando o programa Sound Forge com o pacote de
filtros Noise Reduction instalado apenas por uma questão de
comodidade, já que esse programa é um dos mais famosos na área
de edição de áudio. Isso não quer dizer que não existam
programas tão bons quanto ele.
No Sound Forge, com o Noise Reduction instalado, escolha a opção
Sonic Foundry Noise Reduction do menu DirectX. Na janela que
abrirá, clique na caixa Preview para escutar como o som vai
ficar. Devemos ter muito cuidado, pois os filtros também podem
eliminar parte da música. Daí a importância da função Preview.
Em muitos casos, o som ficará abafado. Esse filtro permite
inúmeros ajustes e, eventualmente, o ajuste configurado poderá
ser ruim. Em nossos testes, a pré-configuração de fábrica
removeu correctamente o ruído de dezenas de LPs que convertemos
em CDs. Sugerimos que você a use. Só mexa nos ajustes se
realmente o arquivo Wav que você gravou estiver com um nível
muito alto de ruído, não se esquecendo de usar sempre a função
Preview para ouvir se a sua configuração não está piorando o som
em vez de melhorá-lo.
CONVERTA LPS EM CDS - PARTE 7
A remoção dos estalos pode ser feita de forma automática ou
manual. O problema de usar filtros é que, se configurados
inadequadamente, eles removem também pedaços da música.
Você pode experimentar o filtro “Sonic Foundry Click and Crackle
Removal” do menu DirectX , do Sound Forge. Tente alterar o
filtro pré-configurado para ver se o resultado melhora. Em
nossos testes, obtivemos mais sucesso usando a pré-configuração
2 (colocando “Click removal 2” no campo Preset). Você também
pode utilizar outros programas para a remoção automática de
estalos, como o DePopper.
Remoção manual
Se a quantidade de estalos for pequena, você pode removê-los de
forma manual, o que normalmente gera uma qualidade final melhor.
O processo é simples e consiste em seleccionar o estalo e
aplicar o filtro Sonic Foundry Click and Crackle Removal do
Sound Forge só na área seleccionada. Com isso, somente o estalo
é realmente eliminado.
Na figura, nós vemos claramente um grande estalo no canal
direito. Em geral, estalos são facilmente visíveis. Basta
seleccionar com o mouse a área do estalo e aplicar o filtro.
Para estalos menores, basta colocar o arquivo Wav para ser
executado e parar a execução no momento em que você ouvir um
estalo. Não se esqueça de ir acompanhando o cursor que indica o
ponto da música que está sendo executada, para que você possa
visualizar mais ou menos onde o estalo está localizado. Em
seguida, marque a região que acabou de ser tocada e aplique um
zoom. Você verá claramente o estalo. Na segunda figura, temos um
exemplo de um pequeno estalo no início do trecho seleccionado (em
cima, canal esquerdo) e um estalo um pouco maior no canal
direito, aproximadamente no meio do trecho seleccionado. Basta
seleccionar cada estalo e aplicar o filtro para que ele suma.
A remoção de estalos pode ser um processo realmente muito
trabalhoso. Ainda mais se o disco gravado estiver com muitos
ruídos ou se nenhum filtro funcionar correctamente, isto é, que
esteja fazendo com que o som perca qualidade (fique abafado ou “metálico”).
CONVERTA LPS EM CDS - PARTE 8
Após remover os estalos, suas músicas estarão prontas para serem
gravadas em CD. Só não se esqueça de salvar o seu trabalho.
Antes de passar as músicas para CD teremos de separá-las em
vários arquivos Wav, um para cada música, já que, por enquanto,
todas elas estão gravadas em um único arquivo. Esse processo
pode ser feito através do próprio Sound Forge ou então através
de um shareware chamado LP Ripper.
O LP Ripper analisa o seu arquivo Wav e procura pelos espaços em
branco normalmente existente entre as músicas, marcando
automaticamente onde começa e onde termina cada faixa.
Ao usar esse programa, é bom conferir para ver se ele marcou
correctamente o início e o final de cada faixa. Use a opção Trim
Tracks do menu Edit. Com essa função você pode fazer o ajuste
fino. O LP Ripper só não consegue analisar muito bem discos onde
as faixas são contínuas, isto é, onde não há o famoso espaço em
branco entre elas.
Nesse caso, a dica é você entrar manualmente o número de faixas
e o tempo de cada uma delas (esse tempo está escrito nos rótulos
do disco), fazendo em seguida o ajuste fino com o Trim Tracks.
Usando o Sound Forge;
Se você usar o Sound Forge, então deve marcar cada faixa como
sendo uma região. Para isso, seleccione o início e o fim de cada
faixa e marque a região. O início da faixa deve ser marcado de
modo que não sobre nenhum espaço em branco antes da música,
enquanto o final da faixa deve ser marcado de modo que você não
corte o efeito fade (que é aquele efeito da música ir diminuindo
o volume até chegar a zero no final de cada faixa) nem tampouco
deixe espaço em branco após o final da faixa.
Por isso, o ideal é você ir escutando sempre à medida que vai
marcando. As regiões são marcadas através do menu Special opção
Region List, seleccionando Add do menu que aparecerá. Confira se
o início e o final foram marcados nos locais correctos. Use a
ferramenta de zoom para conferir isso e ajuste a região (movendo
o marcador de região para a esquerda ou direita) caso você
precise fazer um ajuste fino na marcação.
Após as regiões estarem marcadas, o próprio Sound Forge as
transforma em arquivos Wav independentes, através da opção
Extract Regions, no menu Tool. Vantagens da gravação em arquivo
Wav.
Com as faixas do seu disco de vinil gravado em arquivos Wav
diferentes, você pode gravar o seu CD (ou então converter os
arquivos para o formato MP3, caso deseje).
Se você usa um programa como o Easy CD Creator, basta iniciar um
novo projecto de CD de áudio (CD-DA) e arrastar para o projecto
os arquivos Wav que representam as faixas de seu disco de vinil,
não se esquecendo de colocar os arquivos na mesma ordem em que
eles foram gravados no disco original.
Uma dica importante na hora da gravação: você tem duas opções
para gravar CDs de áudio, Track-at-once e Disc-at-once. A
primeira opção deve ser usada caso você queira um espaço de 2
segundos em branco entre cada faixa. Já a segunda opção elimina
esse espaço e é especialmente recomendado para discos onde suas
músicas originalmente eram contínuas e você apenas separou os
arquivos para criar um sistema de indexação (isto é, permitir
que você pule directamente para uma faixa do disco). Não se
esqueça de fechar o disco, ou o seu CD não será lido por CD
players convencionais.
|