A pirataria no Brasil acabou
com qualquer indústria que se utilizava do CD ou DVD para fazer negócios. As
gravadoras fecharam escritórios, demitiram pessoal e as produtoras e
publishers de games nem chegaram a aterrizar por aqui – hoje apenas a EA e
Microsoft têm presença forte em games no País.
Comprar um CD original de
Playstation 2, por exemplo, é caro. Muito caro! Isso acaba estimulando o
consumo de itens piratas, vendidos a 10 reais ou menos em qualquer camelô de
esquina.
Aí veio a reação da Indústria.
Com a pulverização do acesso à Internet de banda larga, surgiu a
oportunidade de distribuir músicas, filmes e jogos digitalmente através da
Rede. Essa mudança ajuda a reduzir custos de produção, distribuição e
armazenamento que existiam na era do CD/DVD, baixando muito os preços junto
ao usuário final.
No mundo dos games, empresas
como EA, UbiSoft, Eidos, Team17 e Vivendi já deram os primeiros passos para
entrar na era da Distribuição Digital. Hoje títulos como Prince of Persia,
Splinter Cell, Worms, Tomb Raider, Commandos 3 e Civilization IV já podem
ser encontrados para compra na Internet por meio de download.
Banda larga é
essencial
Estes serviços são focados
exclusivamente em usuários de banda larga, uma vez que os arquivos para
download são grandes e, para se jogar, é preciso estar conectado à Internet,
mesmo que o jogo não seja online. Isso porque os grandes publishers
desenvolveram uma tecnologia de gestão de direitos autorais ou DRM (Digital
Right Management) que impossibilita que dois usuários joguem um game com
apenas uma licença.
Neste sistema, quando um
usuário compra o jogo, ele passa a ter sua licença permanente. Isso
significa que é possível gravar o jogo em CD ou DVD. Em caso de perda do
arquivo, também é possível realizar o download do game novamente (gratuitamente).
Esse novo modelo de negócio
já está modificando o hábito de consumo dos usuários de Internet. Eles agora
podem comprar jogos e músicas originais, pela Internet, principalmente pelo
baixo preço e facilidade/velocidade de download. Resta esperar para ver
quando esta tecnologia vai embarcar de vez no Brasil.